01/08/2011

Para a brisa no crepúsculo

Ah, mais uma vez sussurrando, algo invisível,
onde, tardio, neste dia aquecido tu entraste pela minha janela, pela porta, tu,
lavando,, temperando, todas as coisas, refrescando, vitalizando
gentilmente,
A mim, velho, solitário, fraco esgotado e derretido de tanto suor;
Tu aninhando-te, dobrando-te próximo firme, ainda que suave,companhia melhor que a conversa, livros, arte,
tu tens, ó natureza! elementos! para o meu coração, expressão
que vai além de tudo o mais, e isto é deles
Tão doce o teu gosto primitivo para soprar o meu interior, teus dedos calmantes em minha face e em minhas mãos,
Tu, mensageiro mágico, estranho fornecedor para meu corpo e meu
esprito,
Distancias perdidas-remédios ocultos penetrando em mim da cabeça aos pés,
Sinto o céu, as vastas pradarias-sinto os poderosos lagos do norte,
Sinto o oceano e a floresta-de algum modo sinto o o próprio globo
nadando rapidamente no espaço;
Tu soprado de lábios tão amados, agora findo, a esmo do depósito infinito, enviado por Deus,
pois tu es espiritual, divino, acima de tudo aquilo que meus sentidos conhecem,
Ministro para falar comigo, aqui e agora, a palavra que nunca disse
e que não pode dize,
Não es a destilação do concreto universal?o último refinamento de todas as leis da astronomia?
Não tens alma?Não posso conhecer-te identificar-te?

Por Walt Whitman  poeta americano

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